
quero estar no escuro, para não ver nada, para esconder-me, para esquecer-me.
Mas uma hora eu vou ter que abrir os olhos, para enfentrar a realidade.
E não quero, tenho que fugir.
O amor e as dores vindas dele me perseguem, me encuralam, me matam. Não sei mais o que fazer. Estou perdida, as luzes se apagaram. Não tenho mais visão. Preciso só de você. Você. Mas você não vem, estou aflita. Estou sozinha, logo, pensando em você.
Estou com fome. Não vejo nada. Vou morrer, eu queria uma luz. De repente, eu fecho meus olhos e abro-os rapidamente. Vejo um feixe de luz. Grito seu nome. Grito alto, muito alto.
De repente escuto vozes. Muuuuitas vozes. Familiares. Aflitas. Preocupadas. Grito seu nome novamente. Uma porta se abre. Eu tenho medo, mas eu vejo que alguém estendeu a mão. Eu seguro-a. Ela me aperta forte; porém depois solta. Logo, eu caio, não sei ao certo aonde. Em um buraco bem fundo. Cheiro ruim ao meu redor, solidão. Fecho os olhos, e espero acordar no céu. Abro-os, penso: droga, não, não era minha hora.
Sento ao chão, ainda uma escuridão. Fecho novamente os olhos, e abro-os rapidamente.
Acordo num jardim de girassóis, a mão dada com uma pessoa que eu não conseguia ver o rosto. Corríamos, caíamos, rolávamos. Essa pessoa me pegou no colo, mas eu cai.
Voltei para a escuridão. Nem sequer sei como cheguei lá. Mas, antes de desistir, eu tento novamente. Começo a chorar. Fecho com fé e força os olhos, e grito, pedindo ajuda. Abro novamente os olhos, vejo uma janela, uma lâmpada, e uma televisão meio quebrada e empoeirada. Vejo também uma foto sua. Mas eu via luz, via um ambiente calmo, onde estaria? Virei para o lado, fechei os olhos. Logo, estava confusa, não caí na escuridão. Abro-os repentinamente. E, uma surpresa, digo assustada: foi apenas um sonho, mais um sonho. Pena que, meu amor por você ainda é real.