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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A dream. - Parte 6

   Por um momento, pensei que tudo estava perdido. Minhas mãos estavam com gotas, e o cheiro do sangue de Drake. A casa estava vazia. Eu estava sozinha. Fui andando até nosso quarto. A cama estava toda bagunçada, mas mesmo assim eu deitei nela. A janela estava aberta, entrava um vento frio marcando o início de uma noite gelada e tenebrosa. - e provavelmente sozinha. Eu estava terrivelmente cansada. De repente, eu caí no sono. Esperava acordar, e tudo voltar ao normal. Gostaria de voltar umas horas na minha vida. Ou talvez anos... Enfim. Eu só queria voltar no tempo, pra poder guardar o que é meu para sempre. Fechei os olhos, e vi na minha frente um anjo. Seus cabelos eram louros como o sol, sua pele clara como a areia, seus olhos azuis como o mar. Suas asas, eram brancas e macias como as nuvens. Porém sua boca era vermelha como sangue. Um líquido vermelho escorria de seus lábios. 
   Cheguei mais perto, ele estendeu sua mão para mim. Eu fiquei olhando para seus olhos, até que eles mudaram de cor. Imediatamente, ele abaixou a cabeça - mas continuou com a mão estendida até mim.
Segurei sua mão, ela estava gelada..., e tremendo também. Ele olhou para mim novamente... seus olhos não estavam mais azuis. Eles haviam adquirido aquela cor estranha, que eu não consegui decifrar. Era a mistura de um cinza com um verde-musgo. Ughh, era estranho.
   Ele se virou pra mim, e fechou os olhos. Ele virou seu braço, para eu poder ver seu pulso. Credo! Ele tinha a mesma tattoo de raio em forma de cruz, só que não estava brilhando como a de Jay e daquele bicho macabro. Não estava brilhando... ainda. 
Suas asas eram brancas e macias, mas elas foram adquirindo uma forma grossa e escura... Pareciam-se com asas de morcegos. 
   Aquelas asas negras foram se abrindo para mim, como se quisessem me prender. Eu saí de perto, e comecei a correr. Não tinha fim. O chão era uma areia branca e macia, sem pedras ou conchas no meio. Eu comecei a ouvir barulho de água. Mas, eu não podia parar, ao menos agora não. Senti o frescor da água em minha pele, e virei para a direita. Tá, aquilo era uma praia, claro. Tinha um mar com ondas quebradiças lá, era lindo. - Mas com certeza o que estava atrás de mim NÃO era lindo.
   Comecei a correr, na esperança de chegar em algum lugar. Meu corpo já começava a reclamar, eu precisava descançar. Não havia como, nem onde.
Respirei fundo, pra ver se sentia mais algum sinal. Nada. Apenas solidão... como sempre. Já estava virando rotina, porque né ¬¬.
   Ouvi algo que atrapalhou meu blá-blá-blá por dentro. De longe ouvi um grito. Um grito MUITO distante, um gemido de dor. Vinha de mais à frente. Comecei a correi o máximo que pude, e gritar o mais alto que pude:
   - TEM ALGUÉM AÍ? AONDE VOCÊ ESTÁ?
Nada, nem ninguém me respondia. Os gritos aumentavam, e eu me perdi totalmente. Só pedia para aquilo gritar mais e mais, para eu poder fazer alguma coisa.
   De repente, aquela voz foi ficando reconhecida. Era uma voz fina, rouca. Uma voz daquelas fininhas e irritantes. Hm... de onde eu conhecia aquela voz? Peraí... eu sei! Como é o nome daquela lá mesmo...? 
Ah, como pude me esquecer? É a paty da Jeenie. Aquela, AQUELA que roubou o meu namorado quando eu tinha apenas 12 anos de idade. Nós estudamos juntas por 3 anos, até eu mudar de escola e ir cursar o 1º ano, enquanto ela continua na 7ª! Mas, isso não tem nada a ver.
   Por que ela está gritando tanto? O que ela está fazendo aí? 
O som da sua voz aumenta, e eu vou indo até de onde o som está mais alto, de repente, os que antes eram gemidos de dor e angústia, se tornaram gritos macabros e de vingança. Sua voz havia se tornado mais grossa repentinamente, ela parecia agora estar esfaqueando alguém, ou algo do tipo. Bom, já era de se esperar, né?
   Naquele momento, era noite. Estava tudo escuro, um completo breu. Era assustador... Até que de repente, uma luz azul marinho aparece. Ela vinha da direção de Jeenie, e eu fui até lá ver o que tinha acontecido.
Cheguei mais perto, e por pouco não caí no chão. Aquela coisa, que antes era um anjo e que houvera criado asas negras como a noite e olhos musgo, estava por cima dela. 
   Tentei ficar mais próxima, pra ver melhor o que estaria acontecendo, quando a luz se apagou. No mesmo instante, eu dei um grito. Aquele ex-anjo que virou morcego e que virou nojento - ughh-, estava voando por cima de mim. Seus olhos eram vermelhos como o sangue, e era a única coisa que eu poderia ver.
Senti um vento forte sobre a minha cabeça, quando eu saí correndo. Eu sabia que aquilo não era boa coisa... A lua estava no alto do céu, era lua crescente. Eu virei para o lado, tentando seguir a lua (para que, mesmo? ¬¬) quando ouvi um ostrondoso barulho vindo do chão, e ele começou a rachar. De dentro dele, vinha uma luz branca. Eu comecei a olhar para os lados, tentando entender alguma coisa dali. 
   Quando de repente, algo por cima de mim geme. Com certeza, só poderia ser aquela coisa. Virei pra cima, temendo ver algo parecido com o demônio no corpo de um anjo.
Decidi virar. Ma-mas, eu vi algo MUITO pior. Não era o demônio dentro do corpo de um anjo. Era Jeenie dentro do corpo de um anjo. 
   E da sua boca pingava sangue, até que uma gota respingou sobre o meu nariz.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A dream. - Parte 5

  Havia esquecido de tudo, acho que bati a cabeça. Hora que abri os olhos, estava sendo levada nos braços de alguém cujo rosto não se definia.
Parecia moreno, mas hora que o Sol batia sobre nós, seu cabelo se clareava completamente. Seus olhos eram cinzas, escuros. Não conseguia ver direito seu rosto. Mas, enfim.
  Olhei para suas mãos. Ele tinha unhas grandes e afiadas, como de um vampiro ou coisa assim. Estranho.
   - Como você conseguiu desmaiar naquela árvore? Aliás, você bateu a cabeça em algum lugar? Querida, seu cabelo está horrendo!
   ... Tá. O que foi isso?
   - Peraí, quem é você? - ou o que seria aquilo, né.
   Ele (será?) havia parado debaixo de uma árvore, e uma folha caiu sobre meu nariz.
   - Ainda está ventando muito.
   - Aquela chuva passou? - perguntei.
No mesmo instante, ele me colocou de pé no chão.
   - Olhe você mesma.
   Havia um arco-íris bem à minha frente. A cor que mais aparecia era o laranja. Estava anoitecendo, era lindo. Era perfeito, algo que eu nunca houvera visto assim, de tão perto.
   - Vamos até lá buscar um pote de ouro? - perguntei, ironicamente.
   - Você não precisa de ouro, já tem a mim.
MEU DEUS! Que anjo o Senhor foi me arrumar, não? Poxa vida.
   Ele, ou aquela coisa, - sei lá o que - pegou a minha mão, e saiu andando comigo pelo jardim totalmente devastado pela chuva. De vem em quando ele me olhava nos olhos, e piscava. Ora ele me pegava olhando para seu rosto, na tentativa de entender o que ele era. Ora eu pegava ele olhando para trás.
Eu estava com meu all star roxo e amarelo, uma blusa preta - agora toda suja de terra e lama, eca. - escrito Metallica, e uma calça jeans básica.
   - Podemos parar um pouco? Acho que entrou uma pedra no meu tênis. - perguntei.
   - Claro. Ali na frente é a minha casa.
Alguém morava no meio daquele lugar estranho? Uau.
   Foi chegando mais perto, havia algodão no chão. Tinha flores brancas no chão.
Realmente, aquele lugar era bizarro.
   - Feche os olhos, querida.
   - Por que? - ué.
   - Você não pode saber onde eu moro. - ele respondeu, e depois o ouvi cochichar par si mesmo. " - Nossa, há quanto tempo será que ela não passa corretivo? Gente. "
   Tá, retiro o que eu disse. Ele não é ele. É metrossexual, ou coisa do tipo, só pode.

   Ouvi um ranger de uma porta. Ele colocou a mão no meu rosto, impedindo-me de ver qualquer mísera coisa.
   - Vem, por aqui.
Apenas andei, tentei andar, na sua velocidade. Ele parecia estar com pressa. - Droga! - Eu lembrei que precisava trocar o absorvente. Jesus!
   - Preciso sentar... - engoli - Aliás, qual o seu nome, afinal?
   - Ele soltou minha mão, e me empurrou de leve para baixo.
   - Meu nome é Drake, Amy.
Como ele sabia meu nome? Aliás, o banco onde ele me colocou era tão macio quanto algodão doce, era confortabilíssimo.
Ele abriu meus olhos, quando ele tirou a sua mão - claro, e eu vi. Era tudo colorido, meu Deus. Olhei para o chão, aliás, qual chão mesmo? Eu estava sobre mais daquele troço macio.
   - Onde estamos?
   - Onde mais? No arco-íris.
SEM COMENTÁRIOS. TÁ, PARA TUDO. Desde quando alguém mora num arco-íris?
   Enfim, passei um bom tempo lá. Drake, apesar de semi-gay era legal. Ele me mostrou a casa, me explicou o porque não podia ver o caminho... ele falou que tinha algo a ver com umas escadas que subiam até o céu, e que humanos não poderiam ver. Eu tenho um amigo-anjo-afeminado. Uau.
   - Gostou?
   - É, gostei. Mas eu preciso voltar para casa. - se é que eu podia chamar de casa - eu deixei meu namorado lá, bem antes da chuva começar. Acho que ele deve estar maluco. - respondi, de imediato.
   - Hm, você namora? - ele perguntou com uma cara de, tipo, "que mundo estranho".
   - Sim. Mas, isso não vem ao caso. Você pode me acompanhar até lá, já que está acostumado? - se pode se dizer possível se acostumar à um lugar como este.
   - Claro, vamos lá. - ele foi meio obscuro, mas deu para sentir um pouco de genuidade no seu tom de voz.
Ele colocou sua mão na minha cintura, bem perto da bunda mesmo. - Legal, ele é o que? - E começamos a andar rápido, praticamente correndo.
   Chegamos na metade do caminho, aonde havia aquela ex-casinha de plantação de alguma planta venenosa, ou algo assim. Fui explicando para Drake o que tinha acontecido e tal.
Tinha pedaços de galhos no chão, como sempre, eu tinha que tropeçar em um. Mas Drake foi ágil o bastante para me segurar antes de cair de cara no chão novamente.
   Pois é, Drake não chegava nem aos pés de Jared - Ah, só seu nome me fez delirar de saudade e angústia por não tê-lo ao meu lado, ao invés de um estranho-sem-sexo-definido ali.

   O vento soprava muito forte ainda. Era estranho, pois o céu estava limpo e colorido - é.
Drake também estava estranho, ele soltou minha mão do nada, e começou a se afastar. Eu fiquei parada, olhando para a cara dele, tipo, o que você tá fazendo, seu anormal?
   Ele tinha sentado no chão, eu cheguei mais perto, seus olhos estavam se revirando. Seu olhar me assustou, e eu dei um gritinho daqueles bem de menininhas, e o vácuo fez questão de me assustar mandando o eco.
   - Drake, tá tudo bem?
Ele não respondeu para mim especificamente, mas para...
   - Solta minha mão, inferno! Solta!
Tá, eu achei que era mais um daqueles ataques epiléticos e saí andando. Olhei para trás, Drake ainda estava sentado no mesmo lugar, gritando pro nada. Eu o chamei de novo, dessa vez ele obedeceu. Veio como um cachorrinho, se rastejando e gritando até mim.
   Eu peguei sua mão, para ajudá-lo a levantar.
   - Drake, está tudo bem?
Ele não falou nada, apenas se levantou e olhou nos meus olhos. Puxou seu pulso machucado de minhas mãos, e saiu gemendo.
   - Sei lá, deve estar. - respondeu, fugindo de mim.
Ele realmente era estranho, e eu realmente não estava me sentindo bem.
   Ele olhou nos meus olhos, e me abraçou. Depois pegou minhas mãos, para falar alguma coisa. Mas...
Senti algo gelado, meio melado também, saindo do seu pulso. Era sangue. No mesmo momento, meu coração começou a acelerar. Senti um desejo extremamente incontrolável de sentir seu gosto. O sangue, era brilhante. O cheiro de sangue me fazia arrepiar.
   Havíamos chegado perto de casa. Ele me deu um sorriso e pegou minha mão. Beijou-a lentamente como nos filmes de amor. Eu estava delirando pelo cheiro do sangue, isso não era normal. Eu puxei meu braço e saí correndo para dentro de casa, fugindo de toda essa situação.
   Entrei em casa pela janela, tentando fazer o mínimo barulho possível.
Meu bilhete estava sobre a cama, com uma letra bizarra e quase ilegível, escrito:
   Fui te procurar, logo mais estou aí.
    Assin: Jay. 10:45h



   Olhei no relógio, eram 18:17h
Ah, claro. Eu tinha desejo por sangue e meu namorado havia sumido. O dia realmente estava péssimo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A dream. - Parte 4

   Haviam se passado 3 noites naquela casinha miserável. Eu estava cansada, com fome, irritada. O que houvera acontecido noite passada mexeu muito comigo. - andei pensando a noite inteira, mal fechei os olhos... Como Jay poderia ter segredos como aquele? Será que ele fazia ideia de que ele tinha alguma coisa sobrenatural? Ele é normal? Olhei para a cama, Jared ainda estava dormindo. Tinha um rolo de papel toalha na cozinha, e por ali ontem eu também tinha visto uma caneta...
Jay, eu não consegui pegar no sono. Saí para dar uma volta, estou por perto. Não se preocupe. Beijos.
Pego uma das poucas coisas que levei comigo, e abri a porta lentamente, procurando fazer o menor barulho possível. Estava frio. São nestas horas que eu mais preciso de um abraço. - enfim - O sol ainda não tinha nascido, estava nublado o tempo, ainda.
   Começou a ventar muito, folhas e folhas secas voando ao meu redor. Era assustador, o barulho do vento soprando sobre os galhos era horrendo. Medo. Solidão.
Olhei para trás, havia andado até que bastante.
   De repente tudo ficou escuro, uma tempestade havia se formado sobre a minha cabeça. Tentei ignorá-la, mesmo com trovões e raios pairando sobre mim. Havia, lá na frente, uma plantação coberta, como se fosse uma casinha de madeira com paredes de vidro, refletindo minha imagem em 360º - uau, parei. Cheguei mais perto, aparentemente não havia ninguém lá dentro. Comecei a rodear o ambiente, procurando a entrada. Não era tão grande assim, mas eu só precisava de um abrigo, e urgente!
   Achei a porta, e graças a Deus, estava aberta. Entrei, e senti, automaticamente, um cheiro forte de veneno no ar. Estava, realmente, tudo fechado. Haviam alguns vasos apodrecidos lá dentro, mas nada demais. O cheiro era forte demais, meu nariz começou a coçar. Deixei pra lá, eu PRECISAVA ficar lá até o temporal passar um pouco, para poder voltar para casa. "Casa". É.
   Olhei para cima, o céu estava preto. Se viam, de longe, feiches fortes de luz caindo do céu, ouviam-se estrondos barulhos, fazendo até o chão tremer. Era tenso. Eu estava ficando sem ar, o cheiro de veneno era muito forte. Pensei em abrir a porta, mas não ia dar muito certo.
   "Créeeeeec".
   Meu Deus. Barulho de vidro quebrando. Olhei pelo vidro, estavam chovendo pedras de granizo. Gelo puro. Virei para trás, e o vidro havia rachado. Estava se segurando ao máximo para não se espatifar em cima de mim. Eu TINHA de sair correndo de lá. Pensei em sair pela porta, mas a chuva estava caindo bem naquela direção. Haviam pedras trincando o vidro toda hora. Desespero. Olhei ao meu redor, havia um pedaço de raiz podre e cheia de musco, nojenta! Pensei muito bem antes de pegá-la nas mãos, mas.. tudo bem vai. Peguei-a, e a taquei com a maior força que eu consegui sobre o vidro da parede oposta à da porta.
Fracasso, o vidro só trincou. Eu não tinha para onde ir. Estava ficando sem ar, o cheiro de veneno me intoxicava; e o medo me maltratava. Eu não tinha escolha.
   - Meu Deus! Socorro! Ajuda... Alguém! Pelo amor de Deus. AAAAH!
Minha tentativa fail de pedir socorro para o nada só me fez soluçar mais. Sentei no meio da casinha, coloquei as mãos ao redor do rosto, e esperei. Droga, um vidro havia me cortado. Foi no pulso.
Comecei a gemer de dor, mas de que adiantou? Virei-me para o outro lado...
   Mas não por muito tempo. Eu já temia isso. A parede atrás de mim, a primeira a ser trincada, fora finalmente quebrada. Granizo, pedaços de vidro, água gelada... voando em volta de mim. Prendi a respiração o máximo que pude. No mesmo instante, um vidro raspou sob meu pescoço. Havia cortado, estava sangrando demais. Doía.
   Desisti, abri a porta e saí correndo - e sangrando - que nem uma louca em busca de proteção. A "nossa casa" estava muito distante, e a chuva estava vindo na minha direção. O vento estava me empurrando para frente. Eu não poderia desistir. Eu tinha de salvar a minha vida, contar isso aos meus filhos e netos. Eu tinha que sobreviver.
Por que diabos chovia tanto assim?
   Saí berrando e correndo sem rumo algum, e havia algo no chão. Eu mal percebi, tentei pular. Tropecei. Caí. Meu sangue escorria pelo braço e pelas costas, o que me gelava mais ainda a espinha.
   Respirei fundo. Logo em frente, havia uma árvore. Tudo bem que árvores atraem raios, mas, me dê uma opção melhor naquele momento...
Subi na árvore, ela era alta e com galhos fortes, que - graças a Deus - eram fortes o suficiente para me aguentar. Segurei um galho, porém ele quebrou ao meio.
Caí com tudo no chão. Meu corpo estremeceu.
   Tentei subir novamente. Encaixei meu pé num daqueles - talvez - buraquinhos de esquilinho que nem nos desenhos da Disney. Olhei para cima, procurando algum refúgio nos buraquinhos - e que, não tenham esquilos - eu vejo, uma mão estendida para mim. Assim, do nada.
Minha expressão ficou totalmente confusa, não gostaria que me apresentassem um espelho naquela hora.
   A mão avançou mais um pouco pra perto de mim. Que escolha eu tinha? Se fosse um cara mal intencionado, eu já morria por agressão sexual logo.
Impulsionalmente, eu seguro a mão daquela pessoa.
   - Quer ajuda?
   - Quem é você? - ah claro, sou muito educada. Meu Deus, que vergonha...
   - Você acredita em anjos?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A dream. - Parte 3

  Uma voz delicada e suave, me acorda:
  - Oi. Por qual insano motivo você saiu no meio da noite da cama? 
  - Eu queria te deixar com mais espaço, e além do mais... estava calor, é. - Tá, eu não sei mentir.
  - E eu queria dormir ao seu lado. 
O que? Jared queria dormir comigo? Ah tá. 
   Ele me dá a mão, e faz um sinal com a cabeça para eu me levantar. Abri a janela, estava amanhecendo ainda. Era ótimo ver o sol novamente, - ainda mais pra quem, como eu, passou a noite imaginando aquele lobo dos infernos, argh. O sol estava lindo, a grama estava molhada, e não haviam nuvens no céu. Os raios de sol iam aparecendo conforme, aparentemente impossível, as montanhas além de mim iam se afastando. Abrindo espaço para um degradê amarelo e branco. Era lindo. Era perfeito. Era maravilhoso. O vento soprava contra mim, movendo meus cabelos vermelhos além do rosto. O vento fazia mágica. Pássaros voando sobre o céu, flores brotando. Que indescritível. Apenas magia...
   - Tem alguém aí que eu não estou enxergando? - Jared aparece subitamente, me fazendo pular de susto.
   - Ahn? Alguém ali fora? Como assim?
   - Amy, se liga. Faz quase meia hora que você está olhando pra fora. Dã, eu não sou idiota, hmf.
   - Não, não tem ninguém. Só estou vendo o sol. - Ah, era verdade mesmo.
   Tipo, ele me olha com uma cara de "Ah tá.". Ele ama ironia, droga.²
O sofá mofado e velho em que eu havia dormido estava empoeirado. E mais um dia, como se não houvesse começado, se passou. Era noite, - uma linda noite afinal. A Lua estava cheia e cintilava no céu, uau. Onde eu estava? Onde diabos estávamos? 
Não faço a mínima ideia. Apenas sei, estou num lugar onde não há fome, não há guerras, não há ódio, não há fogo, não há morte. E num lugar onde existe amor. Um amor crítico, fragmentado, indiscutível, imperceptível e perfeito. 
Era uma noite linda. Ouviam-se grilos e cigarras, berrando ao som da ventania. E claro, Jared estava atrás de mim, deitado na cama sem camisa. UAU!
   - Que droga que tem aí além dessa janela? Você olhou pra ela o dia inteiro, sua besta. - Pois é, me apaixonei pela Lua.
    - Ah, você ainda está acordado. 
    - Estou esperando você. E hoje você não escapa de mim, safada! - EU sou safada? Ah tá.
    - Já tô indo. Esperaí, estou vendo os esquilinhos ali, na árvore. - Ou eram esquilos, ou ratos. É.
Ele levanta da cama num abdominal, somente, e vem atrás de mim. Me abraça. Suas mãos estavam quentes, macias. - Aonde será que existe por perto daqui, uma farmácia que vende hidrantante? Meu Deus.
   - O que é isso ali? - Ele me pergunta, com aquela voz assustada, novamente.
   - Aquilo o que? 
   - Aquela coisa se mechen... 
Jared pára. Jared congela. Seus olhos, de verdes, passam à vermelhos. Seus músculos - enormes, por sinal. - se contraem. Sua respiração se torna mais cega. Sua face se enfurece. Ele é possuído por alguma coisa estranha, MUITO estranha.
   - JARED! MEU DEUS. O que aconteceu?
* respiração pesada, e forçada. *
   - Aquilo... voltou. - Ele cochichou, quase para si mesmo.
Eu decido, impulsionalmente, olhar pela janela. Não consigo ver nada, procuro por alguma coisa por ali...
E enquanto isso, Jay estava ali, se auto-flagelando por algum espírito demoníaco por aí.
   - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Jared! O que é aquilo? AAAAAH! 
Realmente, eu levei um susto como nunca antes houvera levado. Eu caí para trás, bem no abdomen sarado dele, com uns 5 ou 6 gominhos. Eu esperava cair sobre ele, porém ele saiu da frente, como se eu fosse algo que ele odiasse profundamente, me levando a bater a cabeça com tudo no chão.
   O que era aquilo, meu Deus? Eu decido olhar de novo para aquela criatura dos infernos. Tá, eu vou tentar descrever. Era uma pelagem branca, um rugido agressivo, um par de olhos vermelhos como o sangue. Aquela coisa estava se aproximando da casa. Aquilo tinha dentes, de sua boca estava saindo algo vermelho e nojento. Seus pelos estavam sujos de terra. De repente, Jared sussurra:
  - Saia... daqui... AGORA. 
  - Por que? Se aquele bicho está vindo, ele deve querer comer nós dois, não somente você. - Ah vá, é mesmo?
   - Não vou nem te falar quem vai te comer tá... - É, ele está voltando ao normal. - Agora saia daqui Amy. Ou você quer que eu te tire a força?
   - Tente. 
No mesmo segundo, aquela coisa pula na janela, interrompendo o meu diálogo com Jared. Eu vejo alguma coisa brilhando, e não, não era a Lua. Algo próximo ao peito de Jared, e brilhava muito. Era um verde muito claro, quase branco. Era tão forte quanto um raio. Peraí, era um raio. Mas, ... 
Era aquele desenho bizarro em forma de cruz. CARAMBA! O que era aquilo? IMPOSSÍVEL.
   - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARW. - Tipo aquelas vozes usadas em filminhos inúteis, similar à monstros, é. Jared estava falando, gritando, uivando, miando - enfim.
Com um olhar assassino, o lobo partiu para cima de mim. Sangue pingava de seus dentes, seus olhos estavam vermelhos e enfurecidos, igualzinhos aos de Jay. Espera aí, tinha algo brilhando na pata daquele animal, ou demônio, porque né.
    Aquilo veio pra cima de mim, me jogando contra a parede. Jared chega atrás daquilo lá, e geme MUITO alto. 
   - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAUMF. DEIXA... ELA... A-G-O-R-A!
Awn, que fofo. Mesmo "encapetado" ainda me defende. Funcionou. Aquilo lá parte pra cima dele, subindo nos seus ombros. Sua boca estava aberta, seus dentes à postos, como se fossem morder seu braço. Aquele animal era ágil. No mesmo segundo abocanhou o braço esquerdo do MEU Jay. 
Eu não podia ficar ali parada, vendo tudo aquilo. Eu tinha certeza que na bermuda dele, havia um canivete. Dei o primeiro passo, tentando parecer imóvel para aquela coisa lá. 
   Havia uma poça de sangue no chão, e eu escorreguei. Coloquei, como num impulso nervoso, o braço na frente da cara. Caí bem em cima do canivete, ele raspou meu braço. Começaram a cair gotas de sangue, mas não importava. Eu abri o canivete, e voltei para o quarto correndo. 
   Subi na cama, e joguei o canivete encima daquela coisa nojenta que estava comendo o meu quase-praticamente-namorado. Felizmente, ela raspou sob a mesma pata em que eu houvera visto uma coisa verde brilhante, semelhante à de Jared. 
O QUÊ? COMO PODE SER? Era uma tatto de um RAIO em forma de CRUZ. Impossível. Eu não estava vendo aquilo. Não, não mesmo! Quer dizer que... não quer dizer nada! O cara está morrendo ensanguentado, e eu arrumando explicações. 
   O canivete, graças à Deus, feriu-o. Ele, como num susto, caiu de cima do Jared. Ele, no mesmo segundo, pega aquele pedacinho de metal, agora ensanguentado, e o crava no peito do lobo dos infernos. Ele geme, depois - aparenta - morre. Ele dá, espero, sua última respiração; e apaga.
    Aquele desenho brilhante - que era verde - no peito de Jay, se torna vermelho. Mas um vermelho que ainda brilhava, que ainda ofuscava minha vista. 
Jared respira fundo, fecha os olhos, e se esfrega pela parede, até cair no chão.
    Eu sento ao seu lado, com tentativa de tentar acalmá-lo.
   - Não toque! - Jared grita.
   - Por quê não posso?
   - Amy, você não está entendendo. Se você tocá-la, você pode morrer. Eu acabei de usá-la como resistência. Ela está repondo minhas energias, está sugando tudo ao seu redor, ao MEU favor. Ela queima. Ela envenena. Se você tocá-la, se enfraquecerá até morrer. Não toque, por favor.
    * silêncio *
   - Ah, e se você tocar, eu também morro. Ela é minha vida, supostamente. - A voz de Jared se tornou triste e deprimente.
Eu tento esquecer, fingindo deixar pra lá. Ele pega minha mão, e acaricia-a. E diz bem baixinho, ao meu ouvido:
   - Você iria nos matar, sabia?
   - Você me perdoa?
   - O que você fez de mais, Amy? Você salvou a minha vida.
   - Eu simplesmente nasci.
   Jared, com suas mãos aveludadas, segura minha cintura; e com o mais suave tom, repete:
   - Eu te amo.
   - Eu tamb...
Não consegui terminar, - também não consegui respirar; Jared colou seu rosto ao meu, e beijou-me profundamente. Me beijou como se o mundo estivesse acabando. - E o pior que estava mesmo. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A dream. - Parte 2

  Após alguns metros, havia uma casinha abandonada. Jared andou até a porta, e soltou-me de seus braços. Imediatamente, eu olhei para seu lindo rosto, e disse, com a voz um pouco envergonhada:
  - Obrigada.
 Ele segura minha mão, e diz, com sua voz mais fofa e angelical:
  - Não se agradeça. Se eu estou aqui, é porque temos que ficar juntos.
  E beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem juntos, afinal! Ah, estou delirando.
Tento agradecê-lo com um sorriso meigo.

  Jared encosta suas mãos na maçaneta, e gira-a com cuidado. Só se ouve um "nhéeee" medonho, e a porta, misteriosamente, se abre sozinha. Ele pega minha mão esquerda, e com seu braço, envolve-o na minha cintura - como se estivesse tentando me proteger. - claro, com certeza... Naquela casinha abandonada no meio do nada vai ter um monstro, ou um sequestrador... não é?
  Sem lógica, nem sentido algum; havia um copo de água em cima da mesa - só porque eu estava MORTA de sede, uau. 
  - Ali tem uma cadeira, Amy. Sente-se lá, que eu vou tirar a blusa e já estou indo.
  - OK. Também estou com calor... - MENTIRA!
  - Calor? Não, não mesmo. Eu só queria me sentir mais a vontade, essa blusa aperta. 
  WOW.
  - Mas, ela é larga Jay...
  - E, por acaso, você acreditou nos meus inúteis motivos? - Ele pisca pra mim, e levanta a blusa.
MEU DEUS DO CÉU. O que foi aquilo? Não, não é isso que vocês estão pensando... O que foi aquilo? Uma tattoo muito louca, em forma de... um raio em forma de cruz. Mas, como assim? O que significa isso? Nossa, co...
  - Amy? Pra onde você está olhando? Está tudo bem com você? 
  - O-oi. Eu?
  - Não, eu gata. - Ele ama ironia, droga.
  - Aaaaah, eu estou, refletindo. Pensando só...
  - Posso saber no que? 
  - Ah, nada não. O-o que é isso aí, perto do seu peito? - Curiosidade mata, né?
  - Ah, você viu né? Olha, é meio difícil de explicar sabe? É assim - ele para, olha pra mim e dá um mero sorriso, e olha para o desenho em seu corpo - Quando eu era criança, como eu já disse; eu, meus irmãos e meu pai viemos acampar naquela floresta ali atrás, cuja eu te apontei. - ah é, a escuridão. Uhul - Era a segunda noite, fomos acampar por lá mesmo. Meu pai tinha feito uma barraca, e meus irmãos uma fogueira. Eu fui procurar comida, por ser o mais velho, fui sozinho. Passei horas e mais horas caçando comida...
 Enquanto isso, eu fazia uma cara de : "continua"...
  - Até que eu encontrei um lobo, e... - ele começou a chorar, CHORAR! - Ele veio pra cima de mim. Eu peguei minha faca, que levava comigo no bolso, e furei os olhos do monstro. Mas, grande besteira... Ele partiu pra cima de mim com suas garras saltadas pra fora, e furou meu rosto. Sangrou. Muito...
Tá, eu mudei minha cara pra : " TADIIIIIIIIIIINHO DO MEU BEBEZINHO, AWN ". Trágico.
 - E eu usei, a idiota tática, de fingir de morto. Isso não adiantou muito, por um momento ele parou, me encarou nos olhos e retornou um passo. Ele bufou. O maldito animal ficou me olhando por um longo tempo, mas eu tive que respirar. Para quê? Eu devia morrer por falta de ar, ao invés de viver o que acontecera em seguida. 
 - Agora você está vivo aqui ao meu lado. Continue, por favor. - Tentando ajudar, mas... não deu muito resultado.
Ele veio se sentar ao meu lado, pegou minha mão e disse: 
 - Toque.
Eu disse:
  - Continue.
Ele respira fundo, e continua, obedencendo-me... :
  - Após o momento em que respirei novamente, ele avançou sobre mim. Eu estava com os braços ao redor do corpo, mas, subitamente levantei-os para cobrir o rosto. Antes perder a bunda do que os olhos...
Tá, eu ri.
   - OK. O animal dos infernos abriu sua boca, cuja estava ensanguentada com o MEU sangue, e abocanhou meu pé. Eu fiz a maior força possível para uma pessoa só... Tentando, sem sucesso, jogá-lo para longe. Que nada, ele veio pra cima de mim, e mordeu meu peito.
*silêncio assustador*
  - E, eu vi o fim. Fechei os olhos, esperei ansioso para conhecer o além. Eu esperava que Deus tivesse misericórdia de mim, e... Enfim. Mas não. Não foi nada disso. Eu acordei no dia seguinte, no mesmo lugar, coberto por sangue seco sobre mim, e mosquitos ao redor do meu corpo.
  - NOSSA, QUE HORROR! - Eu estava realmente impressionada.
  - É. Porém, 2 dias depois. Depois de muita dor e sofrimento, ali estava. Um raio em forma de cruz no meu peito. Estranho.
Caramba! Eu queria tanto abraçar ele, poder agarrar aqueles ombros largos... Agradecer mentalmente por ter ele ao meu lado, agradecer pelas palavras que ele pudera dizer, agradecer por ele. Como eu queria agarrá-lo. Aquele momento, nada mais. Vontade. Rawr.
  - Cara, eu perdi muito tempo na minha vida. Me abrace, por favor? Só te peço isso, Amy.
  - Não precisa nem pedir.
  - Eu te amo, Amy. 
  - Eu te amo mais que tudo, Jared.

A dream. - Parte 1

  Abri os olhos cobertos por neve da noite passada. Estava deitada sobre a grama gelada, numa floresta seca. Eu estava sozinha. Levantei com cuidado, e dei alguns passos inúteis, sem saber meu destino. Cansada de andar, sentei-me sob uma raiz apodrecida no chão, e fechei os meus olhos. Decidi esperar, mas nada aconteceu. Depois de alguns segundos, acordei sobre uma ponte - misteriosamente ligada por duas nuvens branquinhas como algodão. Sem sentir meus pés graças ao frio, sentei-me sob as madeiras geladas da tal ponte estreita e longa. Cansada. Revoltada.
  Em um segundo, senti um calor sobre o corpo. Alguém havia segurado minhas mãos. Imperceptivelmente estava de pé, ao lado de alguém alto com braços musculosos, e um sorriso que brilhava à luz da lua.
 - Nossa, o que você estava fazendo aí esta hora da madrugada? - pergunta a pessoa super sexy ao meu lado.
Eu, ainda sem fazer a mínima ideia se tinha alguma voz na garganta, gaguejei:
 - Oi. Co-como eu fui parar aqui, eu não sei. Ma-mas, quem é você?
 - Você não se lembra de mim? - diz O homem de braços fortes, com uma voz um pouco mais seca e grossa.
 - Não. Não consigo ver seu rosto. 
 - Então... - ele, não compreendendo nada do que estava acontecendo, respira e tenta acertar as coisas na sua própria mente - Ah, sou eu, Amy. O Jared.
  Meu Deus! Como assim? Jared! Cara, é ele. O cara dos olhos mais verdes que eu conheço, o cara da pele mais aveludada, o cara do cabelo mais perfeito. Dã, ele está segurando minha cintura. O que eu estou esperando? Não, não posso dar um beijo nele. - Não que eu não queira, porque né... - Agora não! Credo, eu estou cheirando à mofo, argh.
 - Jared? Como você me encontrou? - tentando parecer o menos idiota possível.
 - Boa pergunta.
Um silêncio sinistro paira no ar. Mas graças a Deus é levado embora pelo vento.
 - Eu apareci aqui também, do nada. Hm, destino talvez?
 Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara. Destino? Jesus! Será que é o que estou pensando?
 - Enfim, você sabe pelo menos onde estamos, Jay? - Não sei porque, eu chamava ele assim no colegial. (Ah claro, esqueci deste pequeno detalhe, a gente estudou 5 anos juntos! Yep, ele namorou minha melhor amiga. ¬ )
 - Eu já vim aqui, uma vez, quando eu tinha uns 12 anos. Meu pai, eu e meus irmãos viemos acampar naquela floresta ali. - ele aponta para a escuridão, uau. - E você?
 - Sei lá onde estou. Isso dá medo.
 - Muito medo. - Jared? Meu Jared com medo? Não é a toa que 2012 tá logo ali.
 - Então né. Como vai a vida? - Tenso, muito tenso.
 - Você quer saber da MINHA vida, enquanto você está sangrando e quase tendo uma hipotermia? Vamos, segure minha mão, vamos achar algum lugar seguro. Ou quem sabe, a saída desse inferno congelado.
OH MY GOD! Espera, é muita muita muita informação pra minha cabeça, ou melhor, pro meu coração no caso, porque né. Peraí, eu estou sangrando? Seria por isso que não sinto meu pé? Droga, eu mereço? Nossa, ele mandou eu segurar a mão dele? "Vamos" para um lugar seguro? Vamos, nós dois? Nhá. OK, voltando pra realidade...
 - Ah, ok. Eu vim dali. - Apontei a floresta escura, de onde não me arrependi de ter saído!
 - Amy, levanta essa bunda daí. Vem logo.
  Tipo assim... WTF? 
 - Ah, eu já vou. Pode ir na frente, vai demorar pra conseguir levantar daqui.
 Ele, imediatamente, me olha com uma cara, de : "er, tá bom, você conseguiu." Ele para na minha frente, e me levanta em seus braços, subitamente espontâneo, sai andando por aí, com uma garota estranha e ensanguentada nos braços. Uau.
 - Amy, você emagreceu gata!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

OMGAGA


Depois dizem que ela é maluca.